A Ode do Emigrante que não Voltou
23-Out-2012
Um Aboinobrense emigrante no Brasil escreveu-nos para homenagear aqueles que deixaram a sua Pátria por razões alheias à sua vontade. Dada a pertinência do texto e considerando que Aboim da Nóbrega tem perdido muitas pessoas por esses motivos, apresentamos abaixo a sua Ode de Homenagem ao emigrante que não voltou:
“Pois a história se repete, é cíclica. Há séculos que nosso povo emigra.
E na terra estrangeira, verdadeiros embaixadores são.
Quantos, lá plantaram raízes.
São filhos e netos que, em vez de cá, é lá que criam riqueza. Uma sangria que empobrece mais a Pátria.
Uma Pátria que sempre honraram, e histórias a seus filhos e netos contaram.
Histórias de tempo passado.
Que para as terras herdadas de seus pais não voltaram.
Aos filhos que pequenos os acompanharam, passam-lhes a esperança de um dia voltarem.
Mas juntos, muitos não voltam, o destino é soberano e no estrangeiro a última morada fica.
Mas, sozinhos, filhos e netos podem retornar.
E na terra que seus pais semearam e colheram, querem pisar.
Sonhar que ali com os pais podiam ter crescido.
Mas só lhes resta os ecos da memória.
Mas como pisar naquelas terras, se pequeninos partiram e não sabem onde elas ficam?
”