|
Interpretações para uma Carta Aberta… |
|
21-Nov-2011 |
Na semana passada a comunicação social da região (ex: O Vilaverdense on-line e o Correio do Minho) trouxe a público uma carta aberta do ex-deputado Jorge Pereira, dirigida à Assembleia e à Câmara Municipal de Vila Verde. Nessa carta, Jorge Pereira assume-se imodestamente como detentor da melhor solução para a revisão administrativa do concelho (“Não tenho dúvidas, proponho sete Unidades Territoriais e nem preciso de régua e esquadro para as definir…”) e afirma ainda, numa visão distorcida, que Vila Verde é um concelho essencialmente urbano, o que nos leva a concluir que não conhece minimamente o território concelhio. Não obstante o escrito atrás, com este texto visamos sobretudo identificar os motivos desta carta aberta. Foi algo ingénuo e por iniciativa própria? Ou foi algo escrito a pedido e com patrocínio de alguma instituição política? A nossa intuição aponta na direção desta segunda hipótese. Se assim for, dos sete agrupamentos de freguesias propostos por Jorge Pereira, um deles é uma tentativa clara de rasteira aos Aboinobrenses. Ao sugerir o nome Portela/Terras da Nóbrega para o agrupamento de freguesias no qual se incluiria Aboim da Nóbrega, Jorge Pereira esquece-se que o Documento Verde da Reforma da Administração Local estabelece critérios claros para o efeito e que na alínea b) do ponto 2.3) afirma “A ponderação de critérios relacionados com os serviços de proximidade prestados pelas Freguesias às populações, como por exemplo ATL e atividades para idosos;” é um fator diferenciador para que uma freguesia seja agregadora. Ora, na Zona do Vade, a única freguesia que se distingue nestes aspetos é Aboim da Nóbrega e, por conseguinte, Aboinobrenses, estejam muito atentos, porque a primeira rasteira de conhecimento público pode estar em curso. |