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Lenços de Namorados ao serviço do ensino e da investigação |
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08-Abr-2008 |
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Os Lenços de Namorados são artefactos com uma forte simbologia amorosa, normalmente elaborados com o objectivo de traduzirem e veicularem a paixão de uma mulher ao seu potencial namorado, ou de reiterar "formalmente" o seu amor quando já existe um compromisso amoroso, seja ele de namoro, de casamento ou de outro tipo. Ultimamente esta função dos Lenços de Namorados foi-se esbatendo um pouco, emergindo outras, tais como elementos de arte e de decoração ou ainda de ensino e de investigação. Assim, os Lenços de Namorados tornaram-se úteis no estímulo da aprendizagem da matemática, sobretudo em assuntos de geometria, e da investigação em linguística e literatura, sobretudo explicativa da evolução da fonética do português ou da sua ligação ao galego. No primeiro caso é exemplo eloquente o projecto A Matemática nos Lenços de Namorados (projecto, EB1 de Amarante) e no segundo caso projectos de mestrado e de doutoramento, como por exemplo a tese de doutoramento de Adriano Basto. |
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Desenraizamento é tão ou mais destrutivo do que a desertificação |
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04-Abr-2008 |
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O arquitecto Manuel Correia Fernandes publica no Jornal de Notícias de hoje, um interessante artigo de reflexão sobre os fenómenos da desertificação e do desenraizamento, concluindo que este poderá ser tão ou mais grave e destrutivo do que aquele. A desertificação é um fenómeno crescente motivado por vários factores, que significa o movimento contínuo e crescente de abandono das localidades rurais e do interior por parte da sua população e a sua deslocação para outras mais urbanas e/ou litorais, sobretudo, para as grandes áreas metropolitanas. Mas segundo o arquitecto Manuel Correia Fernandes, do fenómeno da "desertificação", resulta um outro que é possivelmente mais grave e de consequências mais destrutivas que é o do "desenraizamento". Ambos decorrem da incompreensão do novo e, simultaneamente, do apagamento (mais ou menos deliberado) do que já é passado, da não ligação aos diferentes "lugares" - aquele a que já não se pertence e aquele a que ainda se não pertence - e, portanto, da importância fundamental dessa ligação para a construção da identidade individual e colectiva, como elemento essencial da cidadania que se perde quando, de pessoa, se passa a um simples número que, por definição, não tem "lugar". Leia este interessante artigo na íntegra. |
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