D. Ourigo Ourigues – o Fidalgo ou o Velho da Nóbrega – foi companheiro de luta de D. Afonso Henriques (primeiro Rei de Portugal) nas batalhas de S. Mamede (1128), de Coneja (1137), de Ourique (1139) e de Arcos de Valdevez (1140) bem como seu Castelão-Mor. D. Ourigo reconstruiu nos primórdios da Nacionalidade, a mando de D. Afonso Henriques, o poderoso Castelo de Aboim (tinha sob a sua alçada o Castelo de Lindoso), que pensa-se ter surgido como Castro na idade do ferro destruído posteriormente pelos Árabes no século VIII.

Por conseguinte, D. Ourigo Ourigues faz parte do quadro de honra dos cabouqueiros da Nacionalidade Portuguesa. O que lhe dá a glória de alinhar no número daqueles que foram os primeiros Infanções Portugaleses, e que lutaram pela realidade que é Portugal.

O Castelo de Aboim situa-se na confluência das freguesias de Aboim da Nóbrega, Azias e Sampriz, no lugar de Casais de Vide a uma cota de 775 metros. A sua fortificação defensiva constava de um fosso e dois lanços de muralhas concêntricas. Nas suas ruínas são ainda visíveis as bases de um castelo roqueiro. É-lhe atribuída a idade do ferro, mas, sobreviveu à Alta Idade Média.

D. Ourigo Ourigues é o progenitor dos Nóbregas e dos Aboims. Já velho, entendeu que chegara a hora de partilhar os seus bens com os filhos.

Ao primogénito caberia a Casa e títulos de seu pai, onde se incluía o castelo – dele saíram os Nóbregas.

Ao segundo – D. Pedro Ourigues da Nóbrega casado com D. Maria Viegas, neta de Egaz Moniz, aio de D. Afonso Henriques – deu seu pai as herdades de Aboim, isto já no reinado de D. Afonso II. Da sua terra, D. Pedro Ourigues fez Couto, com carta passada pelo Rei. Construiu Casa e Torre no lugar do Outeiro, tendo sido esta casa o Solar dos Aboins.

 

Fonte: Serra Nevada (1994)